quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

TOP 10 CURTAS LGBTQIA+ 2025

Pela primeira vez em 5 anos de listas, o CINEMATOGRAFIA QUEER elege os 10 curtas LGBTQIA+ favoritos do ano. São obras que não apenas brilharam em festivais nacionais e internacionais como o Tribeca, mas que traçam um mapa da potência da nossa produção, indo do Piauí ao Rio Grande do Sul, e do subúrbio carioca ao Cerrado. Essa seleção histórica celebra a diversidade geográfica e a riqueza temática do nosso cinema, tratando de história, resistência, luto, ancestralidade e de narrativas que, por muito tempo, foram marginalizadas ou silenciadas nas telas do país.

10: ALÉM DA CULPA: de Israel Cordova (Brasil | Brasília-DF, 2025)
Após a morte do pai, o fazendeiro Mauro descobre uma liberdade nunca vivida. Entre a culpa imposta e o desejo reprimido, ele encara seus medos para finalmente aceitar quem é.

09:BOI DE SALTO: de Tássia Araújo (Brasil | Teresina-PI, 2025)
Abdias, um jovem gay e filho de escravizados, sonha em dançar de salto alto no grupo mais tradicional de Bumba-Meu-Boi da sua cidade.

08: COMO NASCE UM RIO: de Luma Flôres (Brasil | Bahia, 2025)
Curta: Animação baiana de grande destaque, sendo selecionada para o Tribeca Film Festival. O filme é uma jornada poética e onírica de autodescoberta sexual e aceitação dos próprios desejos, acompanhando a personagem Ayla em uma paisagem montanhosa.

07: E SEU CORPO É BELO, de Yuri Costa (Brasil | Rio de Janeiro-RJ, 2024)
O curta pulsa entre terror, romance e musical nos bailes Black do subúrbio carioca nos anos 1970. Carlos reencontra Tony em um retorno íntimo e explosivo, marcado por um desejo que insiste em sobreviver ao tempo. A estética é um mergulho no imaginário blaxploitation, com luz, figurino e trilha sonora potente. 

06: MÃE: de João Monteiro (Brasil | Porto Alegre-RS, 2025)
Maria (Valéria Barcellos), uma mulher trans no Rio Grande do Sul, enfrenta preconceitos e desafios da maternidade ao lado de Dário e do filho Zezim. Sua luta revela o poder transformador do amor, da coragem e da resistência.

05:  KABUKI: de Tiago Minamisawa (Brasil | São Paulo-SP, 2024)
Animação premiada que aborda a jornada de autodescoberta e a busca por identidade de uma pessoa transgênero, inspirada em histórias reais de violência e intolerância sofridas pela comunidade trans no Brasil.
O filme usa a metáfora do teatro popular japonês (Kabuki) para a performance de identidade e a busca pela autoaceitação;

04: IRACEMA: de Yuri Célico (Brasil | Porto Alegre-RS, 2024)
Livremente inspirado na canção de Adoniran Barbosa, acompanha Patrícia, uma lésbica enlutada que perdeu todas as memórias da amada Iracema. As botas vermelhas da falecida abrem portais 

03: PONTO E VÍRGULA: de Thiago Kistenmacker (Brasil | Rio de Janeiro-RJ, 2024)
Desloca para a terceira idade um conjunto de afetos que raramente alcança protagonismo. João e Vitor, antigos amantes separados pela vida, se reencontram após os 70 anos. Um gesto político que traz a maturidade  para o centro.

02: ERA UMA VEZ DIVERSIONES: de Henrique Arruda e Sharlenne Esse (Brasil | Recife-PE/Olinda-PE, 2025)
Homenageia o grupo teatral revolucionário Vivencial Diversiones, ativo na cena pernambucana na década de 1970, narrando a primeira noite de Sharlene na companhia. Uma homenagem essencial à arte Drag como força de resistência histórica, resgatando a memória de um grupo que usou a performance e a persona para lutar contra a repressão da ditadura.

01: ZAGÊRO: de Márcio Picoli e Victor Di Marco (Brasil | Rio Grande do Sul-RS, 2024)
Indicado ao Grande Otelo, é um berro pela luta antimanicomial e pela inclusão plena de pessoas com deficiência (PCDs). O filme, com uma equipe majoritariamente PCD, evoca a energia contestadora de Derek Jarman. O curta mais importante do ano a entrelaçar deficiência e dissidência. Com um discurso audacioso e reflexivo ele se estabelece como um manifesto contra a institucionalização e a invisibilidade.


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