quinta-feira, 13 de março de 2025

2023: Luzes e Sombras do Renascimento

 

Em 2023, depois de quase desistir, o CINEMATOGRAFIA QUEER se consolidou como um farol de revolução e brilho, erguendo-se em um mundo que testou nossa resistência desde os primeiros dias do ano. Entre o peso visceral de narrativas cruas e o glamour de histórias que celebram nossa existência, eu dancei entre a superação de adversidades e a celebração. 2023 foi um ano que gritou e clamou pela força de seguir em frente.


Janeiro: Um Brinde à Nossa Existência

Janeiro abriu com "The Inspection", de Elegance Bratton, que falou de resistência ao retratar um jovem gay negro enfrentando o machismo no exército americano. "Candy Land", de John Swab, mergulhou no terror queer com um toque de exploitation, e meu especial “TOP 10 Cinema LGBTQIA+ Argentino” celebrou obras como "Plata Quemada", de Marcelo Piñeyro, um clássico de 2000 sobre amor e crime. Um brinde à nossa existência que resiste e brilha!

Fevereiro: Paixão e Provocação

Fevereiro trouxe o fogo do desejo e da subversão. "Mato Seco em Chamas", de Joana Pimenta e Adirley Queirós, incendiou as telas com seu olhar queer e político sobre o Brasil, enquanto "A Baleia", de Darren Aronofsky, emocionou com Brendan Fraser vivendo um professor gay lidando com luto e aceitação. "Swallowed", de Carter Smith, trouxe terror corporal quee. Meu especial “TOP 100 Filmes LGBTQIA+” trouxe as maiores joias na minha opinião.Um mês que provocou e apaixonou!

Março: Luta e Brilho

Março celebrou três anos do CINEMATOGRAFIA QUEER com obras que honraram as mulheres e a comunidade queer. "Regra 34", de Julia Murat, venceu o Leopardo de Ouro em Locarno e trouxe uma narrativa brasileira visceral sobre desejo e violência, enquanto "Blue Jean", de Georgia Oakley, retratou a luta de uma professora lésbica na Inglaterra dos anos 80.. "Of An Age", de Goran Stolevski, trouxe um romance australiano delicado. Três anos de puro brilho e resistência!

Abril: Delicadeza e Resistência (Mórbida Semelhança)

Abril foi um equilíbrio entre a suavidade do amor e a força da luta. "Eismayer", de David Wagner, retratou um romance gay no exército austríaco com sensibilidade, enquanto "Fogaréu", de Flávia Neves, trouxe um olhar brasileiro sobre identidade e memória. "Gêmeas: Mórbida Semelhança", com Rachel Weisz, reimaginou o clássico de Cronenberg, de forma episódica, com um toque sáfico que me fez tremer. Um mês de sussuros e resistência.


Maio: Caos e Beleza em Harmonia

Maio foi uma explosão de caos estético e beleza queer. "Inverno em Paris", de Christophe Honoré,me pegou, com sua narrativa sensível sobre luto. "Monica", de Andrea Pallaoro, trouxe Trace Lysette em uma performance poderosa como uma mulher trans reconectando-se com a família, enquanto "The Blue Caftan", de Maryam Touzani, emocionou com um triângulo amoroso marroquino. "Trois nuits par semaine", de Florent Gouëlou, celebrou a cultura drag francesa, e minha primeira entrevista do blog, com o ator Lucas Drummond, trouxe reflexões incríveis sobre representatividade e arte. Um mês que foi caos, beleza e marco pessoal!

Junho: Ecos do Orgulho

Junho, o mês do Orgulho, foi uma marcha de história e celebração. "The Stroll: As Trabalhadoras da Rua 14", de Kristen Lovell e Zackary Drucker, resgatou a luta de trabalhadoras sexuais trans em Nova York, enquanto "Pixote, a Lei do Mais Fraco", de Hector Babenco, foi revisitado como um clássico brasileiro, com a inesquecível Lilica servindo representatividade trans. Um Orgulho que gritou alto!

Julho: Surrealismo e Subversão

Julho mergulhou no surrealismo e na subversão, desafiando todas as normas. "20.000 Espécies de Abelhas", de Estibaliz Urresola Solaguren, foi um marco espanhol sobre uma criança trans, enquanto "Pornomelancolía", de Manuel Abramovich, provocou com um olhar cru sobre um ator pornô queer. "Nimona", de Nick Bruno e Troy Quane, trouxe representatividade trans em uma animação vibrante, e "Barbie", de Greta Gerwig, subverteu estereótipos com um toque queer inesperado. Meu especial “Melhores Filmes LGBTQIA+ do 1º Semestre de 2023” destacou obras como "Beautiful Beings", de Guðmundur Arnar Guðmundsson, "A Esposa de Tchaikovsky", de Kirill Serebrennikov, e "O Paraíso", de Zeno Graton. Um mês que virou as convenções de cabeça pra baixo!



Agosto: Emoção Crua e Conexões Profundas

Agosto foi um caldeirão de emoções, com histórias que tocaram a alma. "Vermelho, Branco e Sangue Azul", de Matthew López, trouxe um conto de fadas queer com a química irresistível de Taylor Zakhar Perez e Nicholas Galitzine. A segunda temporada de "Heartstopper", de Alice Oseman, aqueceu o coração com mais amor jovem  e "Anhell69", de Theo Montoya, mergulhou na cena queer de Medellín, mexendo profundamente comigo. Conexões pra deixar marcar.

Setembro: Estética e Melancolia

Setembro trouxe uma mistura de estética vibrante e melancolia profunda. "Cassandro", de Roger Ross Williams, celebrou o lutador gay mexicano com uma performance brilhante de Gael García Bernal. "Bottoms", de Emma Seligman, trouxe comédia Gen Z sáfica e "Estranha Forma de Vida", de Pedro Almodóvar, foi um faroeste homoerótico com Ethan Hawke e Pedro Pascal que lacrou. Um mês de estética e suspiros!


Outubro: Terror Queer com Coração

Outubro abraçou o terror queer com um toque de coração. "Passagens", de Ira Sachs, trouxe um triângulo amoroso visceral com Franz Rogowski e Adèle Exarchopoulos, enquanto "Kokomo City", de D. Smith, documentou a vida de mulheres trans negras com realness e potência. "Acampamento Sinistro", de Robert Hiltzik, foi revisitado como um clássico de terror com subtexto trans, e "Grave", de Julia Ducournau, misturou canibalismo e descoberta queer.  Um Halloween que assustou com aconchego!


Novembro: As Telas que Transformam

Novembro foi um mosaico rico, com narrativas que transformam. "Mutt", de Vuk Lungulov-Klotz, trouxe uma narrativa transmasculina em Nova York que me marcou, enquanto "Novo Olimpo", de Ferzan Özpetek, adicionou um romance italiano agridoce pra Netflix. "Segredos de um Escândalo", de Todd Haynes, lacrou com Julianne Moore e Natalie Portman, e "Saltburn", de Emerald Fennell, foi uma catarse de luxúria e poder. "Rustin", de George C. Wolfe, celebrou o ativista Bayard Rustin, e meu especial “New Queer Cinema” revisitou o movimento dos anos 90. Meu “TOP 10 Diretores” destacou nomes como Almodóvar, Derek Jarman e Fassbinder – ícones que moldaram meu caráter e o cinema queer.

Dezembro: Festa e Reflexão Final

Dezembro fechou com a RetrospeQUEERtiva 2023 e celebrações natalinas queer. Meu “TOP 10 Filmes LGBTQIA+ 2023” destacou obras como "20.000 Espécies de Abelhas", de Estibaliz Urresola Solaguren, e colocou "Pedágio", de Carolina Markowicz, no pódio, com sua narrativa brasileira potente sobre família e aceitação e "Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante", de Aitch Alberto, trouxe um coming-of-age emocionante que aqueceu o coração. Um ano de revolução que se eterniza em glitter, amor e luta  sob as luzes do renascimento queer!


Toque Final Em 2023, o CINEMATOGRAFIA QUEER brilhou como nunca, transformando cada história em um grito de revolução e um banho de glitter. De "Inverno em Paris", de Christophe Honoré, a "Cassandro", de Roger Ross Williams, de Derek Jarman a Markowicz, foi um ano que provou que nossa existência é resistência e arte.


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