sexta-feira, 14 de março de 2025

2024: O Ano do Luxo e da Memória Queer

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Em 2024, vivi luxo e memória queer, cavando o passado subversivo e reluzindo no presente, num ano em que o cinema nacional brilhou com força e eu, através do CINEMATOGRAFIA QUEER, ganhei mais visibilidade pra falar sobre ele, amplificando vozes e narrativas que ecoaram longe. De "Tatuagem", de Hilton Lacerda, a "Queer", de Luca Guadagnino, misturei os anos 70 com festivais frescos, guiando a página em celebração e resgate.

Janeiro: Nostalgia Renaissance

Janeiro chutou a porta com meu "10 Razões para Ver e Rever Tatuagem", um clássico brasileiro de 2013, de Hilton Lacerda, contra a ditadura que reacendeu minha chama. "Anatomia de uma Queda", de Justine Triet, trouxe bissexualidade no tribunal."Femme", de Sam H. Freeman e Ng Choon Ping, deu vingança drag com George MacKay. "Todos Nós Desconhecidos", de Andrew Haigh, me dilacerou com Andrew Scott e Paul Mescal num romance sobrenatural. "Renaissance: A Film by Beyoncé", de Beyoncé  trouxe a Queen B pra festa – Who Run the World? Gurrrls! Nostalgia com fogo!

Fevereiro: Vintage POP
O mês resgatou com meu "15 Filmes LGBTQIA+ da Década de 1970", trazendo "Ludwig", de Luchino Visconti, "The Boys in the Band", de William Friedkin, "Pink Narcissus", de James Bidgood, e "Um Dia de Cão", de Sidney Lumet – clássicos que gritam resistência. "Conann", de Bertrand Mandico, jogou Conan queer com estética alucinante, e "Lisa Frankenstein", de Zelda Williams, misturou gótico e humor com Kathryn Newton. "Pobres Criaturas", de Yorgos Lanthimos, me impactou com a jornada de Bella Baxter, vivida por Emma Stone. História viva!

Março: Caldeirão Global e Babado

Março foi mundial. "All the Colours of the World Are Between Black and White", de Babatunde Apalowo, encantou com delicadeza nigeriana. "T-Blockers", de Alice Maio Mackay, deu terror trans australiano com vibe única. "Mary & George", de Oliver Hermanus, me obcecou.  Meu especial “O Homoerotismo no Cinema” celebrou obras como "Spartacus", de Stanley Kubrick, e "Fireworks", de Kenneth Anger, que incendiaram a tela com desejo. "Garotas em Fuga", de Ethan Coen, trouxe humor sáfico. Babado global!

Abril: Beats com Tesão

O mês pulsou com "Rivais", de Luca Guadagnino, e Zendaya num triângulo de tesão com trilha matadora de Trent Reznor e Atticus Ross, "Love Lies Bleeding", de Rose Glass, trouxe Kristen Stewart num noir queer intenso, e "The Missing", de Carl Joseph Papa, emocionou com animação filipina delicada. "Ripley", de Steven Zaillian, consagrou Andrew Scott como sociopata chique numa adaptação noir, e "Sem Coração", de Nara Normande e Tião, trouxe um olhar brasileiro sobre juventude e desejo. Tensão e música na veia!

Maio: Pop e Profundidade na Alma

Maio foi pop e alma. "Gaga Chromatica Ball", de Lady Gaga, me fez dançar com visuais extravagantes, minha entrevista com Daniel Ribeiro sobre "13 Sentimentos", de Daniel Ribeiro, trouxe papo íntimo sobre o filme e os indicados à Queer Palm 2024 me deixaram ansioso por Cannes. Música e coração!


Junho: Ativismo Coutore

Junho foi chique e ativista. "Becoming Karl Lagerfeld", de Jérôme Salle, mergulhou no glamour com Daniel Brühl, "Queendom", de Agniia Galdanova, trouxe Gena Marvin contra a Rússia com força, e "Levante", de Lillah Halla, marcou com aborto e resistência brasileira.  "Birder", de Nate Dushku, intrigou com mistério queer. Teve  "I Saw the TV Glow", de Jane Schoenbrun. Luta e elegância!


Julho: Drag Sci-Fi
Julho foi banquete queer. "The People’s Joker", de Vera Drew, riu com uma Coringa trans numa sátira genial, "Solo/Drag", de Sophie Dupuois, celebrou drag com autenticidade, e "Estranho Caminho", de Guto Parente, emocionou com pai e filho no Brasil. "Fantasmas", de Julio Torres, trouxe surrealismo encantador, e "MaXXXine", de Ti West, fechou com gore questionável. "Caminhos Cruzados", de Levan Akin, brilhou com sua narrativa trans. Meu "Top 10 do 1º Semestre" coroou "Todos Nós Desconhecidos", de Andrew Haigh, como o rei da emoção. Orgulho na tela!

Agosto: Calor, Presas e Suor

Agosto foi quente e sombrio. "Motel Destino", de Karim Aïnouz, me levou pro suor erótico brasileiro. “Os Vourdalak", de Adrien Beau, seduziu com vampiros franceses, e "National Anthem", de Luke Gilford, encantou com cowboys queer. "Táxi para o Banheiro", de Frank Ripploh, revisitou o underground queer dos anos 80.Pra não dizer que foi intenso.

Setembro: A Substância do Ballroom – Corpos que Desafiam

Setembro foi visceral. "A Substância", de Coralie Fargeat, chocou com Demi Moore e body horror, "Will & Harper", de Josh Greenbaum, emocionou com amizade trans, e "Disco, Ibiza, Locomía", de Kike Maíllo, me fez dançar e bater o leque. "Salão de Baile", de Juru e Vitã, jogou na pista ballroom pra fazer batekoo, trazendo a energia pura de Paris is Burning para o Rio de Janeiro. Body Horror fazendo Voguing!

Outubro: Mostra e o Terror que Exorciza

Outubro foi spooky e cultural. A página cobriu a 48ª Mostra de SP com críticas quentinhas, como “Anora”, de Sean Baker, e “Baby”, de Marcelo Caetano, via colaboradores queridos. Rolou maratona de terror com "Demônio Neon”, e "Elvira, a Rainha das Trevas", A terceira temporada de "Heartstopper", de Alice Oseman, trouxe amor jovem, e "Alma do Deserto", de André Novais Oliveira, brilhou com poesia queer na Mostra. Halloween exorcizado!

Novembro: As Telas que Resistiram

Novembro trouxe narrativas que resistiram. "Emilia Pérez", de Jacques Audiard, surgiu como musical trans polêmico com Zoe Saldaña, "Wicked", de Jon M. Chu, me levou à Oz com Ariana Grande e Cynthia Erivo, e "Malu", de Pedro Freire, emocionou com Belchior e um olhar brasileiro. "The Visitor", foi exibido no Festival MixBrasil, e seu diretor foi eleito ÍCONE QUEER, o que motivou a fazer o “Top 10 Bruce LaBruce”. Desconstrução de convenções na veia!

Dezembro: Luxo e o Gran Finale

Dezembro fechou com "Queer", de Luca Guadagnino, hipnotizando com Daniel Craig e Drew Starkey, "O Quarto ao Lado", de Pedro Almodóvar, dilacerando com Tilda Swinton e Julianne Moore, e "Baby", de Marcelo Caetano, e "Caminhos Cruzados", de Levan Akin, reinando no meu "Top 10 2024".  "Salomé", de André Antônio, foi uma reinvenção poderosa de Oscar Wilde, trazendo um olhar brasileiro e queer que me marcou profundamente. Luxo e emoção!


O Toque Final

Em 2024, vivi luxo e memória queer com o CINEMATOGRAFIA QUEER, resgatando os anos 70 e brilhando nos festivais. De "Memórias de um Caracol", de Adam Elliot, a "Sem Coração", de Nara Normande e Tião, mostrei que o cinema queer é passado subversivo e presente revigorante. Um ano que senti com tudo, e 2025 já está chamando pra mais!

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