
2021: o ano que escancarei as portas do cinema queer com listas, críticas e lacres sem limites! Do underground sujo ao mainstream brilhante, do passado que ressoa ao presente que pulsa, o CINEMATOGRAFIA QUEER ganhou asas para alçar voo!
Janeiro: Visibilidade em Chamas
Janeiro começou com o punho erguido! "Taekwondo", de Marco Berger, explodiu com testosterona queer que me imergiu no universo do cineasta argentino. Minha lista “Melhores Filmes Trans” celebrou obras como "O Funeral das Rosas", de Toshio Matsumoto a "Tomboy", de Céline Sciamma. "Lingua Franca", de Isabel Sandoval gritou identidade. "Bixa Travesty", de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, celebrou Linn da Quebrada. De "Café da Manhã em Plutão", de Neil Jordan, a "120 Batimentos por Minuto", de Robin Campillo, foi um hino à liberdade que deu um "toma" no conservadorismo!
Fevereiro: Catarse em Ebulição
Fevereiro foi catarse pura: "Giant Little Ones", de Keith Behrman, e "E Então Nós Dançamos", de Levan Akin, desmontaram normas em narrativa. "Aqueles Dois", de Sérgio Amon, trouxe o Brasil dos anos 80 com tensão sexual de um conto de Caio F. Abreu. ”Vera", de Sérgio Toledo, entregou delicadeza transmasculina. "O Anjo", de Luis Ortega, serviu true crime argentino. "It’s a Sin", de Russell T Davies, estreou com força, narrando a crise da AIDS com emoção crua. Amores intensos e verdades escancaradas.
Março: Rainhas Quebram Tudo
Abril: Balé do Desejo
Abril foi pura poesia: "Bom Trabalho", de Claire Denis, trouxe homoerotismo militar, e "Tenho Medo Toureiro", de Rodrigo Sepúlveda, emocionou com uma trans apaixonada. Meu especial sobre o Teddy Award destacou "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro. "Nunca Fui Santa", de Jamie Babbit, riu das normas, e "Canção de Amor", de Jean Genet, trouxe poesia queer clássica que eu precisava. Um mês que dançou entre desejo e luta!
Maio: Mosaico de Glitter
Maio foi uma colcha de retalhos brilhante: "Tinta Bruta", de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, trouxe erotismo digital, "Cruella", de Craig Gillespie, punkizou a Disney, e "Pepi, Luci e Bom", de Pedro Almodóvar, foi puro deboche à la Movida Madrileña. Já "El Baile de los 41", de David Pablos, revisitou um escândalo histórico. Um mosaico que ressoou com o legado de resistência que moldou vozes.
Junho: Orgulho em Neon
Junho foi Orgulho em carne viva: "Milk", de Gus Van Sant, relembrou a luta por direitos, "Pose: 3ª Temporada", de Ryan Murphy, fechou o ballroom com glória e emoção. Minhas listas de Derek Jarman, François Ozon, Rainer Werner Fassbinder e John Waters celebraram o transgressor – de "Magnicídio", de Jarman, a "8 Mulheres", de Ozon. "Manhãs de Setembro" trouxe Liniker em um hino MPB. E na tela o Orgulho brilhou, iluminando nossa luta com cada cena!
Julho: Subversão em Alta Costura
Julho subverteu tudo: Me joguei numa maratona de Gregg Araki. "The Misandrists", de Bruce LaBruce, riu do patriarcado. "Rafiki", de Wanuri Kahiu, trouxe amor sáfico queniano proibido, e "Drag Race España", com Supremme DeLuxe, brilhou com seu toque maricón na franquia! Analisei a relação de Almodóvar com a Moda e Minhas listas de Musicais LGBTQIA+ e Trilhas de Xavier Dolan celebraram a sonoridade queer. Subversão em dó maior!
Agosto: O Baile da Diaba
Agosto foi um baile épico: "A Rainha Diaba", de Antônio Carlos da Fontoura, trouxe o Brasil em um clássico subversivo com Milton Gonçalves reinando, e "Luana Muniz - Filha da Lua", de Leonardo Menezes e Rian Córdova, celebrou a realeza trans (que não é bagunça). "O Outro Lado de Hollywood", de Rob Epstein e Jeffrey Friedman, revelou muito do que eu precisava saber. Ousadia e glitter na veia! E nesse baile, a Diaba dançou soberana!
Setembro: Um Ano de Glória
Setembro celebrou o primeiro niver do CINEMATOGRAFIA QUEER no Instagram! "Meu 1º Verão", de Katie Found, trouxe amor delicado, e "Pequena Garota", de Sébastien Lifshitz, foi resistência trans infantil. "Sex Education: 3ª Temporada", de Laurie Nunn, e "Britney Vs Spears", de Erin Lee Carr, injetaram cultura pop, enquanto "Ataque dos Cães", de Jane Campion, trouxe tensão queer com Benedict Cumberbatch, desconstruindo o faroeste. Uma festa que gritou: “Cheguei pra ficar(e desconstruir)!”
Outubro: Terror com Glitter
Outubro foi sombrio e fabuloso: "A Hora do Pesadelo 2", de Jack Sholder, e "Entrevista com o Vampiro", de Neil Jordan, trouxeram terror queer clássico, "Titane", de Julia Ducournau, chocou, e "Mães Paralelas", de Pedro Almodóvar, me tocou profundamente com sua abordagem política. Minha lista “Terror Queer” incluiu "Vampyros Lesbos", de Jesús Franco, e "As Boas Maneiras", de Juliana Rojas e Marco Dutra. "Euphoria", de Sam Levinson, brilhou com Hunter Schafer e Zendaya em uma clima pesado. O susto também foi um close!
Novembro: Fogo Festival
Novembro incendiou com o Mix Brasil exibindo "Benedetta", de Paul Verhoeven, uma obra-prima de desejo e religião, "Ney à Flor da Pele", de Felipe Nepomuceno, lacrou com Ney Matogrosso, "Madalena", de Madiano Marcheti, e "Boy Meets Boy", de Daniel Sánchez López, emocionaram com narrativas pouco convencionais. Um festival de baphos que parou tudo!
Dezembro: Final BABILÔNICO!
Dezembro fechou com chave de ouro: minhas listas "TOP 10 Filmes 2021" consagrou "Mães Paralelas", de Pedro Almodóvar, e o mês da Conscientização destacou "12 Filmes Essenciais sobre HIV/AIDS" com peso histórico. "Deserto Particular", de Aly Muritiba, foi uma joia nacional, "Flee", de Jonas Poher Rasmussen, emocionou com animação queer, "The Bitch Who Stole Christmas", de Don Scardino, trouxe deboche natalino com RuPaul à la Miranda Priestly, e "Um Crush para o Natal", de Michael J. Murray, aqueceu com fofura gay. Um final apoteótico pra um ano que foi TUDO!
Lacre Final:
2021 foi o voo que elevou minha alma no CINEMATOGRAFIA QUEER, navegando das chamas de janeiro às glórias de dezembro. Cada lista, crítica e lacre foi um passo na resistência, tecendo um legado queer que pulsa das margens ao mainstream.

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